BNDES apoia cadeias produtivas com nova linha de crédito

This is some text inside of a div block.

Dando continuidade ao desenvolvimento de produtos e soluções para o combate dos efeitos adversos que a pandemia da Covid-19 vem causando sobre a economia nacional, o BNDES tornou disponível mais uma ferramenta de acesso a crédito por parte de empresas integradas a cadeias produtivas.

Trata-se de programa que terá em empresas de maior porte a base de sustentação de uma estrutura de distribuição de recursos destinados a financiar o capital de giro de empresas que participam de suas respectivas cadeias produtivas.

Atuarão, assim, como “empresas-âncora”, repassando o funding tomado perante o BNDES em operações de mútuo com empresas menores, de forma que a taxa de juros final para a empresa ancorada deve apresentar um custo mais barato, além de contar com um processo mais célere de aprovação dentro do banco.

A participação no novo programa de financiamento de capital de giro pode ser solicitada por empresas com receita operacional bruta igual ou superior a R$300 milhões, apurada no exercício social imediatamente anterior. Caso a empresa postulante à captação perante o BNDES faça parte de um grupo econômico, a avaliação do porte será realizada levando-se em conta o grupo em sua integralidade.

Caberá à empresa captadora de grande porte estabelecer relações contratuais com outras, menores, que componham a sua própria cadeia produtiva, sem distinção entre fornecedoras de insumos e distribuidoras de produtos acabados, repassando os recursos obtidos segundo os mesmos termos e condições pactuados com o BNDES, sem o acréscimo de margem financeira sobre o valor captado.

No contexto do novo programa, o BNDES previu a possibilidade de ser financiado capital de giro com valor mínimo de R$ 10 milhões e máximo de R$ 200 milhões, cabendo ainda à empresa-âncora pleitear 5% do valor total destinado ao repasse para financiar seu próprio capital de giro.

A taxa de juros aplicada às operações será a soma da Selic, da remuneração básica do BNDES de 1,1% ao ano e da taxa de risco de crédito definida para cada empresa-âncora, variável conforme a avaliação de perfil de risco do cliente e o prazo de financiamento, que poderá alcançar, no máximo, cinco anos, com dois anos de carência.

Os pedidos poderão ser apresentados ao BNDES até o dia 30 de setembro de 2020 e seguirão os trâmites da Esteira de Crédito Emergencial, desenvolvida no Plano de Ação Emergencial de combate à pandemia da Covid-19, que oferece maior celeridade ao processamento dos pedidos e acesso aos recursos.

Atento a estas e outras medidas adotadas pelos órgãos públicos e pelas autoridades monetárias, o setor Bancário e Financeiro do Demarest está à disposição para auxiliá-lo em quaisquer assuntos relacionados ao tema.